quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Resenha do livro A escola e o conhecimento fundamentos epistemológicos e políticos



O presente trabalho refere-se a uma analise crítica sobre a obra de Mario Sergio Cortella, A escola e o conhecimento fundamentos epistemológicos e políticos, referente a 10ª edição. O livro é composto por 4 capítulos, subdivididos em temas importantes que mostra-nos os pontos positivos e negativos encontrados ao fazer-se um estudo sobre o conhecimento desenvolvido dentro do ambiente escolar.

Ao ler livro é surpreendente como consegue expor de forma clara os problemas em que as escolas têm ao aplicar-se o conhecimento, como ele mesmo nos fala em um de seus capítulos. “Não há conhecimento que possa ser aprendido e recriado se não se mexer, inicialmente, nas preocupações que as pessoas detêm; é um contrassenso supor que se possa ensinar crianças e jovens, principalmente, sem partir das preocupações que eles têm, pois, do contrario, só se conseguirá que decorem(constrangidos e sem interesse) os conhecimentos que deveriam ser apropriados(tornados próprios).”

Busca através de cada capitulo compreender a verdadeira situação e talvez assim mostrar uma possível solução. E através de quatro capítulos capta todo o conhecimento necessário para chegar a uma tese sobre o que realmente acontece no interior da escola. Indagando sobre onde está o problema, nos fazendo refletir se é mesmo o que pensamos ser, que devemos ir mais além do que está a nossa frente na carreira docente.

Consegue prender à atenção do leitor capitulo após capitulo, com argumentos que provam sua tese sobre os problemas que certamente toda escola tem, tornando-se assim sua obra uma grande contribuição para carreira docente além de ser um livro riquíssimo no vocabular. Porém é necessário está com um dicionário por perto para entender o que se deseja transmitir.

No capitulo 1 começa numa visão bem ampla do que pode entender-se sobre o ser humano em sua natureza e assim tentar compreender sua realidade, para que de tal modo perceba-se o conhecimento como produto cultural de sua vivencia ou seja “um bem de consumo e produção de vida”.

Ao entrar no capitulo 2 Conhecimento e Verdade: matriz da noção de descoberta. Nota-se que tenta ir mais a fundo, e de fato contrapor-se com a realidade hoje existente sobre o conhecimento aplicado no dia a dia escolar, e com isso busca-se associar um ao outro, tal como mostra “que a própria ideia de verdade como descoberta é, de fato, uma construção cultural”. E através de grandes mentes do passado, como Sócrates, Plantão e Aristóteles, conceitua sobre o que é verdade e conhecimento. Porém este não pode ser algo acabado pronto e encerrado, mas sim uma ideia do que seja verdade.

A essa altura o livro prendeu minha atenção deixando-me atraído a continuar no capitulo 3; A escola e a Construção do Conhecimento. Procura-se fazer-se uma aproximação do que pode-se ver no cotidiano escola e alertar sobre como o conhecimento cientifico se apresenta ao senso comum. sendo assim não pode-se omitir o conhecimento em relação as suas condições históricas e culturais. “O conhecimento é fruto de uma convenção”. É preciso organizar as ideias do passado junto com as do presente numa relação que capacite o educando o seu aprendizado, mas para se chegar a isto é preciso antes ter uma pré-ocupação prévia do assunto para se construir o saber.

Desta forma o “conhecimento não é neutro, há valores embutidos” e através disto que se deve compreender o universo do aluno não só incluído no interior da escola mas também no exterior dela, deixando isso bem claro neste trecho “ O comportamento infantil e do adolescente tem o lúdico e a amorosidade, assim, a sala de aula e a aula devem se compor desses elementos. Criar e recriar não só coisas prazerosas, mas tornar a aprendizagem gostosa e prazerosa”.

Desta forma todo educador não pode-se limitar-se somente a realidade no interior da escolar, deve-se enxergar todo ao seu redor e ter a confiança de usar como alicerce transformando o saber em conhecimento para atingir as metas docentes e escolares. Portanto “o conhecimento é relativo à sociedade e a história, não é neutro. Esse processo é marcado pelas relações de poder. O conhecimento também é político, sua transmissão, produção e reprodução no espaço educativo é decorrente de uma posição ideológica”.

Por fim em seu ultimo capitulo é uma conclusão sobre o que os educadores em seu sentido social, ou melhor sua função social. Trás também a relação entre sociedade/escola que mesmo com os problemas encontrados ainda sim tem um papel fundamental para todos. Levando-se em conta que não seja simplesmente mais uma fazendo parte do sistema, mas que “seja útil para transformação social”. Porém é necessária a “compreensão política que tivermos da finalidade do trabalho pedagógico ou da concepção sobre a relação entre sociedade e escola que adotamos”.

Portanto ele aponta uma possível saída que se reflete bem sobre a realidade, que antes de tudo é importante dar significado aos conteúdos, saber integra-los. Pois se não estaríamos cometendo o “pedagocídio”, quando facilmente colocamos a culpa nos alunos pelo fracasso escolar. Em suma, o conhecimento deve-se então ser sugado pelo aluno. E que as avaliações “tem que ser um modo de identificar problemas e facilidades no ensino-aprendizagem, sem punir, evitando reprovação”.

Realmente Cortella fez uma excelente análise em sua tese, finalizando com uma história que nos faz indagar sobre o que é conhecimento. Em ideias e pães nos permite refletir que sempre devemos esta atentos que em nosso caminho iremos encontrar vários docentes, e cada um tem uma ideia diferente de como aplicar-se o conhecimento, mas ao compartilharem essas ideias cada terá novas forma de conhecimento.

Portanto o conhecimento como ideia da verdade, para que seja transformado em interesse pelos alunos. Ainda existe um longo caminho a ser percorrido no interior das escolas, mas é neste caminho que esta o amor, a esperança que sim é possível chegar lá e através da docência, que um dia o conhecimento seja uma realidade da ideia do que seja a verdade.

Resenha do Filme A onda


O objetivo principal deste trabalho é extrair informações importantes sobre as práticas pedagógicas, sociais e culturais no filme A Onda. O qual é de Alemã, produzido em 2008 com a direção de Dennis Gansel. Para tanto, a análise será feita com foco no personagem principal do filme o Professor Rainer Wenger (Jürgen Voge), também será feita uma abordagem sobre sua turma.

O professor Rainer Wenger depara-se ao chegar na escola com a situação de lecionar sobre um assunto adverso ao que planejava ensinar, a autocracia, sendo que obrigado a ficar com tal tema já que seu colega de trabalho já havia ficado com tema desejado. Em atividade paralela é técnico do time de handebol da escola.

No primeiro dia de aula ao chegar na sala e pergunta sobre o que é autocracia respondida pela aluna “quando um indivíduo ou grupo tem poder sobre as massas” uma ditadura por assim dizer, e ao citar exemplo sobre a ditadura, percebe que a sala possui opiniões diferentes sobre o tema, fazendo com tome a decisão de liberar a turma por dez minutos para que pensem um pouco e para que possa daí então elaborar sua estratégia de ensino.

Ao retorna para sala a turma percebe que o professor tinha mudado as coisas um pouco, começou aplicar sua pratica de ensino, demonstrando aos poucos como realmente funciona um regime autocrático sem que a turma percebesse, com regras simples tais como dirigir-se a ele somente por Sr. Wenger, se levantar para falar, os lugares em fila, enfim, como se fosse uma ditadura. E ao ver que três alunos não estavam seguindo as regras, os expulsas e pergunta ao restante da turma, “o que é mais importante na ditadura?” que é respondida pelo seu aluno mais prestativo o Teen “disciplina”.

No dia seguinte começa a ser mais rigoroso, consequentemente passa a ser mais assíduo com as regras, ressaltando que união é poder, pondo a ideia de usar uniforme, e batizar a turma com um nome sugerido pela turma. Sendo este A Onda, essas ideias não foram bem vista pela aluna Kara, questionando o professor se não estava indo longe demais. Mas, o professor não se importou com o que ela disse, permitindo que “A Onda” saísse do controle, espalhando sua ideologia pela cidade como uma verdadeira ditadura, sem que ele percebesse.

Kara insiste em falar que este movimento está indo longe demais, até que chega em um certo ponto que o Professor Rainer Wenger percebe que realmente tinha passado dos limites, e resolve reunir toda a turma para dar por encerrado o movimento. Porém, seu aluno mais prestativo o Teen, resolve sacar uma arma inconformado pela decisão do Professor, pois tinha se envolvido inteiramente no movimento e o considerava a sua família, ao ser questionado sobre capacidade de atirar, dispara contra o aluno que tentou desarma-lo, matando-o com um tiro no peito, e ao apontar a arma para seu professor eles conversam e no que parecia ter acalmado, Teen o surpreende suicidando com um tiro na cabeça, o Sr. Wenger fica pasmo com a situação. Sendo preso como principal causador da morte.

Ao longo dos fatos percebe-se que o professor ao se empolgar com ideia de ensino estava saindo como planejado, não se deu conta que paralelamente estava saindo do controle e quando pôde ver já era tarde demais. O desfecho da história poderia ter sido outro se ele procurasse praticas melhores ou alternativas que melhor se adequassem a turma para que não fosse tão envolvente, fosse o suficiente para compreensão de todos.